
MP COBRA GUILHERME
Em recomendação publicada na tarde de 23 de março, o Ministério Público entrou em cena para cobrar do prefeito de Montes Claros, Guilherme Guimarães (União Brasil), a rescisão, em até 30 dias, de contratos temporários que teriam sido renovados de forma irregular mesmo após a homologação de concursos públicos para os mesmos cargos nas áreas de educação e administração geral. Para a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, a manutenção desses vínculos precários enquanto há candidatos aprovados aguardando convocação configura “preterição arbitrária e afronta direta ao princípio constitucional do concurso público”.
MP COBRA GUILHERME II
A recomendação lembra que, em outubro de 2023, a Prefeitura firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público. Desse acordo nasceram dois concursos: um para a educação, homologado em maio de 2025, e outro para a administração geral, homologado em julho do mesmo ano. Ainda assim, segundo a Promotoria, a Prefeitura optou por substituir os temporários de forma gradual, à medida que os contratos fossem vencendo, com cronograma de nomeações até julho de 2026.
MP COBRA GUILHERME III
O município tentou justificar a medida alegando risco de prejuízos operacionais, já que os novos servidores precisariam de período de adaptação. O argumento, porém, não convenceu o Ministério Público, que afirma ter alertado reiteradas vezes para a necessidade de planejamento prévio da transição. Agora, além de recomendar o fim dos vínculos considerados irregulares, o órgão também orienta que qualquer contratação temporária futura observe a ordem de classificação dos concursos vigentes. Caso a recomendação seja ignorada, o MP avisa que acionará a Prefeitura judicialmente.
MP COBRA GUILHERME IV
Ou seja, enquanto há pessoas aprovadas nos concursos aguardando nomeação, continuam existindo contratos temporários de pessoas que não foram aprovadas. Aqueles que estudaram e se prepararam reivindicam vagas que existem e estão ocupadas, em muitos casos, por indicados de políticos ligados à administração municipal. O Ministério Público atua para tentar corrigir essa distorção, após forte pressão dos movimentos organizados de aprovados ainda não nomeados nas redes sociais.
DIRETORES DE ESCOLAS
Algo que precisa ser discutido urgentemente em Montes Claros é o fato de os diretores das escolas municipais não serem escolhidos por meio de eleições diretas junto à comunidade escolar, mas por indicação política de vereadores, deputados e outras lideranças. Quem dirige uma instituição de ensino precisa ter total independência para exercer essa função, sem intervenção política de quem quer que seja. Certamente, há critérios melhores para a escolha de diretores do que o apadrinhamento político. E essa democratização, pode ter certeza, seria melhor inclusive para a administração municipal, que muitas vezes não pode substituir um diretor com trabalho ineficiente por medo de confrontar seu padrinho político.
GINÁSIO POLIESPORTIVO
Estive, na segunda-feira, na grande vitória do Montes Claros Vôlei sobre o Mogi, resultado que garantiu ao time da cidade vaga na semifinal da Superliga B. O ponto negativo foi a completa falta de estrutura do Ginásio Poliesportivo Tancredo Neves para sediar partidas em dias de chuva. Mais uma vez, o jogo foi paralisado por longos minutos, sob transmissão em rede nacional, o que acabou projetando negativamente o nome da cidade. Ainda houve um atleta lesionado ao escorregar no piso molhado. A chuva no ginásio atinge não só a quadra, mas também a torcida. Trata-se de uma obra de 1988, que precisa ser modernizada e passar por revisões periódicas. Para não me alongar, não vou citar outras falhas estruturais. Fiquemos apenas na questão das goteiras.
GINÁSIO POLIESPORTIVO II
Inclusive, fonte da coluna informa que, caso o Montes Claros Vôlei se classifique para a Superliga A, a tendência é que a Confederação Brasileira de Vôlei vete a realização de jogos no Ginásio Poliesportivo justamente por causa desse problema. Ou seja, se o Montes Claros subir, poderá ser obrigado a mandar seus jogos em outra cidade, o que seria absolutamente lamentável. A Prefeitura precisa atuar e resolver de maneira urgente e definitiva essa situação. Já são muitos anos de problema, e nada justifica que ele continue incomodando tanto.
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