
PRESENTES E AUSENTES
Mateus Simões tomou posse neste domingo como governador de Minas. Em princípio, permanece no cargo até 31 de dezembro de 2026. Poderá ficar por mais tempo, caso seja reeleito nas eleições de outubro. Na transmissão de cargo, na Assembleia Legislativa, dos 77 deputados estaduais, 42 estiveram presentes, sendo Lohanna (PV) a única parlamentar de oposição. Entre os ausentes, estava o deputado estadual Eduardo Azevedo (PL), irmão do senador Cleitinho (Republicanos). O outro irmão de Cleitinho, o prefeito de Divinópolis, Gledson Azevedo (Novo), também não compareceu. Foi um indicativo claro do distanciamento de Cleitinho em relação ao atual grupo governista. Nikolas Ferreira, que tem defendido o apoio do PL a Mateus Simões, foi outra ausência de peso na cerimônia.
FEDERAÇÃO UNIÃO-PP
Se a expectativa do evento de filiação de deputados à Federação União Brasil-PP, realizado neste fim de semana em Belo Horizonte, era esclarecer dúvidas sobre qual será o posicionamento da composição nas eleições para o Governo de Minas, o resultado foi justamente o contrário. As dúvidas aumentaram. Isso porque, durante o evento, Antônio Rueda, presidente nacional do União Brasil, anunciou que o coordenador da federação no Estado será o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, que defende o apoio da sigla à candidatura de Rodrigo Pacheco ao Governo de Minas, e não à de Mateus Simões. Por outro lado, o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, também presente, afirmou que o partido está ao lado de Simões.
A CONTA É SIMPLES
Ainda haverá muita conversa, mas a conta que União Brasil e PP fazem é simples. Com foco em eleger o maior número possível de deputados federais em todo o país, condição que impacta diretamente os valores do fundo partidário e do fundo eleitoral, Ciro Nogueira e Antônio Rueda vão avaliar, ao fim e ao cabo, qual cenário é mais vantajoso para esse objetivo: 1) apoiar Mateus Simões e lançar Marcelo Aro (PP) como candidato ao Senado na chapa; ou 2) filiar Rodrigo Pacheco ao União Brasil e lançá-lo como candidato a governador da federação. É certo que partido com candidato competitivo ao governo elege mais deputados, seja pela estrutura de campanha, seja pelo voto de legenda.
HOSPITAL MUNICIPAL
A Prefeitura de Montes Claros publicou no Diário Oficial do Município, no último dia 21, o contrato com a empresa Econômica Engenharia e Obras, sediada em Curitiba (PR), para a realização de levantamentos técnicos, estudos, anteprojeto, projetos básicos de arquitetura e engenharias, projetos legais e planilhas orçamentárias completas, com vistas à construção do Hospital Municipal. O valor do contrato é de R$ 1,9 milhão. A empresa terá o prazo de um ano para concluir esses projetos. Somente após essa etapa é que a Prefeitura abrirá o processo licitatório para a execução da obra. Depois da construção, ainda será necessário adquirir todos os equipamentos e definir um modelo de gestão para viabilizar a contratação das centenas de profissionais que atuarão na unidade. Ou seja, até que o hospital abra as portas, ainda serão necessários alguns bons anos de preparação.
QUINTO CONSTITUCIONAL
A advogada montes-clarense Beatriz Morais de Sá, que foi secretária-executiva da Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (AMAMS) por longo período e hoje mantém escritório em Belo Horizonte, onde atua em processos de segunda instância, é candidata a uma vaga de desembargadora do Tribunal de Justiça de Minas Gerais pelo quinto constitucional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Bem relacionada na classe, Beatriz tem chances reais de integrar a lista sêxtupla que será formada a partir da votação dos conselheiros da OAB e encaminhada ao TJMG. No tribunal, os desembargadores farão nova votação e remeterão ao governador uma lista tríplice, cabendo a ele a escolha de um dos três nomes.
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