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Eduardo Cunha

Pecê Almeida Júnior é jornalista e publicitário.

EDUARDO CUNHA

Mesmo estando inelegível e após ter sido derrotado nas eleições de 2022, quando obteve apenas 5 mil votos, o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (Republicanos), mudou o domicílio eleitoral para Minas Gerais e pretende ser candidato a deputado federal pelo estado em 2026. Cunha está pedindo votos em todas as regiões mineiras, costurando apoios com lideranças ao seu velho estilo, que dispensa maiores comentários, e adquirindo rádios para reforçar sua campanha por meio de mensagens evangélicas.

EDUARDO CUNHA II

Já são sete as rádios adquiridas pelo ex-deputado em Minas Gerais. Oficialmente, ainda não há nenhuma do Norte de Minas nessa conta, mas Cunha também está buscando votos na região. Recentemente, foi visto em fotografia com o ex-prefeito de Pirapora, Warmillon Braga, e com seu sobrinho Pedro Braga, atual prefeito de Buritizeiro, em um almoço às margens do Rio São Francisco. A conversa não deve ter sido sobre política, já que Pedro Braga também disputará as eleições de 2026 e certamente terá no tio um de seus principais cabos eleitorais.

EDUARDO CUNHA III

Eduardo Cunha, porém, está inelegível até o início de 2027 e, para ser candidato, precisará mais uma vez tentar reverter a situação. A Lei da Ficha Limpa prevê que um político com mandato cassado, como ocorreu com Cunha logo após conduzir o impeachment de Dilma Rousseff (PT), quando foi acusado de mentir na CPI da Petrobras, fique oito anos sem poder se candidatar. Embora a cassação tenha ocorrido em 2016, o prazo passou a contar a partir do que seria o fim daquele mandato, ou seja, 31 de janeiro de 2019.

EDUARDO CUNHA IV

Esse entendimento foi modificado a partir da aprovação de um projeto de lei de autoria da filha de Eduardo Cunha, a deputada federal Dani Cunha (União Brasil-RJ), e a inelegibilidade passou a contar a partir da data da cassação. No entanto, o trecho que beneficiava políticos cassados antes da aprovação do projeto, caso de Cunha, foi vetado pelo presidente Luiz Inacio Lula da Silva (PT). Esse e outros vetos ainda serão analisados pelo Congresso Nacional.

CENÁRIO ABERTO

Ao investir em Montes Claros, onde também manteve diversos contatos com suplentes de vereador e lideranças evangélicas e de bairros, Eduardo Cunha está percebendo algo que boa parte dos políticos da cidade não percebeu: enquanto muitos querem se lançar candidatos a deputado estadual, há um vácuo gigantesco de candidaturas a deputado federal no município, principalmente após as saídas de Délio Pinheiro, que até o momento não dá qualquer indício de que, sendo candidato novamente, consiga repetir a votação de 2022 na cidade, e de Rodrigo Cadeirante, que optou por disputar uma vaga de deputado estadual. Há muito voto sobrando nessa faixa, e Eduardo Cunha quer abocanhar, nem que seja, uma pequena parte disso.

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