
COBRANÇA DOS AGENTES DE SAÚDE
O reinício dos trabalhos do Legislativo municipal já começa quente. Agentes comunitários de saúde e de combate às endemias de Montes Claros estarão nesta terça-feira (3) na Câmara Municipal, cobrando dos vereadores um direito que consideram perdido por articulação política. Mesmo após a Emenda Constitucional 120 garantir o piso de dois salários mínimos e o adicional de insalubridade de 20% sobre o salário-base para as categorias, o projeto enviado pelo então prefeito Humberto Souto, em 2022, para adequar Montes Claros à lei federal acabou sendo retirado de pauta a pedido do próprio Executivo, após pressão de vereadores para estender o benefício a outras categorias do município.
COBRANÇA DOS AGENTES DE SAÚDE II
Nos bastidores, lideranças da categoria avaliam que o movimento acabou inviabilizando o avanço do projeto que beneficiava os ACSs e ACEs. A tentativa de “agradar todo mundo” teria resultado em prejuízo para quem já tinha direito constitucional assegurado. Na prática, nem os agentes de saúde receberam os 20% de insalubridade, nem outras categorias foram contempladas. Após uma aproximação com a gestão municipal durante o período eleitoral de 2024, os agentes afirmam que 2025 passou sem qualquer diálogo ou solução. Agora, querem que a Câmara Municipal de Montes Claros articule com o Executivo o retorno imediato do projeto e sua aprovação em plenário. O recado é claro: o direito foi barrado na Câmara e é lá que precisa ser destravado.
COTA PARA PRETOS E PARDOS
A Mesa da Assembleia de Minas promulgou a Lei 25.726 de 2026, que estabelece cota de 20% para pessoas negras no provimento de cargos efetivos e empregos públicos no estado. A lei, de autoria das deputadas estaduais Leninha, Andréia de Jesus e Beatriz Cerqueira, todas do PT, precisou ser promulgada pelo presidente da Assembleia, Tadeu Martins Leite (MDB), após o governador Romeu Zema (Novo) perder o prazo legal para fazê-lo. A política de cotas já provou sua eficiência nas universidades públicas, onde, além de promover inclusão de pessoas que sofrem as consequências do racismo estrutural no Brasil, não houve queda na qualidade acadêmica. Pelo contrário, os indicadores de desempenho melhoraram. O mesmo sucesso é esperado agora no quadro efetivo de servidores de Minas Gerais.
ZEMA E TADEUZINHO
Por falar em Zema e Tadeuzinho, os dois trocaram elogios nesta segunda-feira durante a solenidade de abertura do ano legislativo da Assembleia de Minas. Zema, cutucando o ex-presidente da Casa e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Agostinho Patrus, afirmou que a relação do governo com o Legislativo melhorou muito após a entrada de Tadeu na presidência. Tadeuzinho retribuiu a gentileza e ainda dividiu os elogios com os demais parlamentares. Não é segredo para ninguém que Tadeuzinho é, por um lado, o vice dos sonhos de Zema para a chapa do seu candidato à sucessão, o vice-governador Mateus Simões, e, por outro, um dos nomes cortejados pelo entorno de Lula para, caso queira, encabeçar uma candidatura ao Governo de Minas com apoio do governo federal.
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