
A AVENIDA CEDEU
No dia 9 de dezembro de 2025, escrevi nesta coluna que seria necessária uma intervenção da Prefeitura de Montes Claros na Avenida José Corrêa Machado, já que muitos pontos do canal estavam cedendo ou prestes a ceder. Com as fortes chuvas registradas entre sexta e sábado passados, o que era previsto aconteceu. O canal não resistiu e se rompeu justamente no trecho sobre o qual alertávamos aqui: em frente ao restaurante Aura, nas proximidades da concessionária BYD.
PALIATIVO
A Prefeitura realizou, ainda na manhã de sábado, um reparo paliativo no local. O alerta, porém, foi feito quase três meses antes, e o problema já era visível muito antes de eu ter escrito sobre ele nesta coluna. As chuvas foram intensas e atípicas, mas não é possível atribuir a responsabilidade exclusivamente a elas, já que, mais uma vez, o problema permaneceu exposto por longos meses aos olhos de qualquer pessoa que passasse pelo local, fosse leiga ou técnica.
PLANEJAMENTO
Atuar antes que os problemas aconteçam precisa ser a tônica de qualquer governo. Vale para os canais da avenida, para os pontos da cidade sem drenagem que sofrem com alagamentos e vale, por exemplo, para a educação.
PLANEJAMENTO II
Quando se inicia um ano letivo, a Prefeitura precisa saber com antecedência quantos alunos estarão matriculados na rede municipal, quantos demandam acompanhamento especial e, portanto, quantos professores e auxiliares de docência serão necessários para atender adequadamente a todos. Com essas informações, é possível começar o ano letivo com os profissionais devidamente contratados, seja por concurso, seja por designação. Não se pode admitir como normal que professores e auxiliares sejam contratados apenas após o início das aulas, quando pais e profissionais da educação já identificaram lacunas em diversas escolas. Planejamento, como a própria palavra indica, é prever cenários e agir com base na realidade de cada área.
CUSTA MAIS CARO
Consertar a porta depois que o cadeado arrebenta custa muito mais caro, tanto financeiramente, e estamos falando de dinheiro público, quanto politicamente, já que os “eu avisei”, como este que faço aqui, tornam-se inevitáveis e provocam desgaste junto à população.
CUIDAR DO QUE JÁ EXISTE
Antes de pensar em novas obras, muitas delas importantes e necessárias, a Prefeitura precisa avaliar a manutenção do que já existe. Os buracos voltaram. Muitas praças e avenidas, como a Sidney Chaves de ponta a ponta, estão em situação deplorável. Alguns parques enfrentam sérios problemas de conservação. Há obras em ritmo bastante lento, como a reforma da Rodoviária.
RESOLVER ANTES
É preciso listar as pendências, que não são poucas, e resolvê-las antes de avançar para novos projetos. Esse levantamento pode ser feito enquanto o período chuvoso não termina, para que um verdadeiro freio de arrumação seja acionado assim que o tempo firmar.
O PONTO DE CLEITINHO
O senador Cleitinho (Republicanos) e seus auxiliares mais próximos concordam com o argumento de que a direita precisa caminhar unida nas eleições para o Governo de Minas Gerais. O senador vê, inclusive, sentido em abrir mão de sua candidatura para viabilizar essa unidade.
IMPASSE
O impasse é que Cleitinho tem aparecido nas pesquisas de intenção de voto na liderança, com percentuais que variam entre 30% e 40%. Diante desse cenário, o questionamento feito por ele e seus aliados é direto: por que apenas ele deveria recuar? A lógica não indicaria que quem tem menor intenção de voto deveria desistir em favor de quem lidera?
COMPROMISSO DE PALANQUE
Outro ponto defendido pelo senador é que seu compromisso de palanque seria exclusivamente com uma candidatura à Presidência da República, no caso a do senador Flávio Bolsonaro (PL), sem a obrigação de estender esse apoio ao governador Romeu Zema (Novo), que também se apresenta como pré-candidato ao Planalto.
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