{"id":901,"date":"2025-08-12T14:49:42","date_gmt":"2025-08-12T17:49:42","guid":{"rendered":"https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/?p=901"},"modified":"2025-08-18T01:20:36","modified_gmt":"2025-08-18T04:20:36","slug":"somos-feitos-de-muitas-camadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/?p=901","title":{"rendered":"Somos feitos de muitas camadas"},"content":{"rendered":"<figure style=\"width: 707px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a class=\"td-modal-image\" href=\"https:\/\/boasnovasmg.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/home-improvement-7749971_1280.jpg\" data-caption=\"Imagem - Pixabay\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"entry-thumb td-animation-stack-type0-2\" title=\"home-improvement-7749971_1280\" src=\"https:\/\/boasnovasmg.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/home-improvement-7749971_1280-696x462.jpg\" sizes=\"(max-width: 696px) 100vw, 696px\" srcset=\"https:\/\/boasnovasmg.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/home-improvement-7749971_1280-696x462.jpg 696w, https:\/\/boasnovasmg.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/home-improvement-7749971_1280-300x199.jpg 300w, https:\/\/boasnovasmg.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/home-improvement-7749971_1280-1024x680.jpg 1024w, https:\/\/boasnovasmg.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/home-improvement-7749971_1280-768x510.jpg 768w, https:\/\/boasnovasmg.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/home-improvement-7749971_1280-1068x709.jpg 1068w, https:\/\/boasnovasmg.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/home-improvement-7749971_1280-632x420.jpg 632w, https:\/\/boasnovasmg.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/home-improvement-7749971_1280.jpg 1280w\" alt=\"Imagem - Pixabay\" width=\"707\" height=\"469\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Imagem &#8211; Pixabay<\/figcaption><\/figure>\n<p>A reforma da casa dos meus pais era um sonho adiado infinitas vezes. Os motivos variavam conforme a \u00e9poca. De dinheiro escasso, \u00e0 falta de planejamento ou at\u00e9 mesmo, \u00e9 preciso confessar, \u00e0 pregui\u00e7a de conviver com a bagun\u00e7a. Qualquer obra, por menor que seja, provoca o caos. E isso n\u00e3o \u00e9 de hoje. Esse adiamento tem at\u00e9 nome. Mam\u00e3e, especialista em nominar o inomin\u00e1vel, apelidava a in\u00e9rcia de \u201cProjeto Urubu\u201d. O apelido pegou.<\/p>\n<p>&#8211; Seu pai \u00e9 especialista em Projeto Urubu, Mam\u00e3e reclamava sempre que algu\u00e9m comentava sobre a tal reforma.<\/p>\n<p>&#8211; Mas, por que \u201cUrubu\u201d? N\u00e3o temos a menor ideia. Coisas da nossa m\u00e3e.<\/p>\n<p>Encerrada a trajet\u00f3ria terrena \u2013 cumprida com louvor, diga-se de passagem \u2013 Mam\u00e3e e Papai vazaram para a Casa de Deus. N\u00f3s continuamos por aqui com m\u00faltiplas tarefas (ou seriam miss\u00f5es?). Uma delas, a reforma da casa tantas vezes adiada.<\/p>\n<p>O tempo passou. Ora devagar, ora r\u00e1pido demais, at\u00e9 que Lulu, Gilda e Jacq decidiram:<\/p>\n<p>&#8211; Que Projeto Urubu, que nada! J\u00e1 estava passando da hora de botar a m\u00e3o na massa.<\/p>\n<p>Economizaram daqui, rasparam o tacho dali, at\u00e9 que as tr\u00eas conseguiram juntar a quantia necess\u00e1ria para a obra (ou obras, porque era coisa demais a se fazer). Afinal 50 anos n\u00e3o s\u00e3o 50 dias. Aconteceu conosco e n\u00e3o foi diferente com a casa. O tempo pesa. E como pesa. Detalhe importante e necess\u00e1rio: tudo poderia ser mexido, menos os azulejos, xod\u00f3 da nossa m\u00e3e.<\/p>\n<p>Foram muitos os desafios. M\u00e3o de obra dif\u00edcil e escassa, material de constru\u00e7\u00e3o pela hora da morte. Mas nada que desanimasse as tr\u00eas mosqueteiras. A obra finalmente come\u00e7ou. Um caos. Meses depois, para a felicidade geral da fam\u00edlia, foi conclu\u00edda. Ou quase? Faltava a \u00e1rea externa. Era preciso reformar o piso e dar um jeito na mesa do quintal que andava meio feinha. Com sol e chuva no lombo, o desgaste era evidente.<\/p>\n<p>Dessa vez quem ignorou o Projeto Urubu foi o cunhado Jo\u00e3o Cabral. Durante tr\u00eas dias o nosso querido se dedicou a pintar o piso e a envernizar a mesa e o banco. Nem as m\u00e3os em frangalhos e as costas doloridas desanimaram o Jo\u00e3o. Trabalho conclu\u00eddo, palmas para ele. Ficou perfeito.<\/p>\n<p>Dito isso, vamos ao momento reflex\u00e3o:<\/p>\n<p>&#8211; Por que adiamos o inadi\u00e1vel? Por que postergamos o que n\u00e3o pode ser postergado?<\/p>\n<p>Defendo uma tese que talvez voc\u00ea discorde. No meu caso o Projeto Urubu vale para aquilo que n\u00e3o me d\u00e1 prazer. Se a tarefa \u00e9 prazerosa n\u00e3o h\u00e1 porque adi\u00e1-la. Caso contr\u00e1rio, s\u00f3 Jesus na causa.E isso vale para o meu Pai e para os meus irm\u00e3os. Lembro do Beto comentar que na hora de consertar o curral ou a cerca, ele sempre sabia o que tinha sido obra do Papai. O trabalho era t\u00e3o perfeito que arrancar os pregos, soltar as t\u00e1buas, arrancar os mour\u00f5es ou esticar o arame da cerca exigiam horas de sacrif\u00edcio.<\/p>\n<p>&#8211; Pai, isso s\u00f3 pode ter sido obra do senhor, n\u00e9? T\u00e1 perfeito demais.<\/p>\n<p>Ou seja, fazer o curral ou a cerca era algo que Papai gostava e quando punha m\u00e3os na massa o resultado era a perfei\u00e7\u00e3o. Vivia reformando o lugar.<br \/>\n&#8211; T\u00e1 na cara que isso n\u00e3o foi constru\u00eddo pelo Vov\u00f4, dizia o Beto para alegria do Velho Osvaldo.<\/p>\n<p>Papai n\u00e3o escondia o orgulho de ver o seu trabalho valorizado. Sorria de orelha a orelha.<\/p>\n<p>Hoje, vejo muito do meu pai nos meus irm\u00e3os. Beto e Ricardo, cada um a seu jeito, reproduzem gestos, gostos e atitudes do nosso pai. N\u00f3s, as meninas da \u201cCasa da Sete Mulheres\u201d, temos um pouco da Mam\u00e3e e um pouco do Papai. Somos a mistura dos dois. Proativas, metemos a m\u00e3o na massa e lideramos processos quando necess\u00e1rio. Umas mais, outras menos. No meu caso, confesso, se me d\u00e1 prazer sigo em frente. Caso contr\u00e1rio \u2026 a\u00ed voc\u00ea j\u00e1 sabe. Projeto Urubu na veia.<\/p>\n<p>A verdade \u00e9 que somos feitos de v\u00e1rias camadas. Muitas, quase sem querer, carregam as marcas dos nossos pais. H\u00e1 padr\u00f5es que escolhemos repetir com orgulho, e outros que nos empenhamos em transformar. Nessa dan\u00e7a entre heran\u00e7a e escolha, aprendemos li\u00e7\u00f5es valiosas: paci\u00eancia para come\u00e7ar do zero e for\u00e7a de vontade para n\u00e3o desistir no meio do caminho. Porque o que se constr\u00f3i com as pr\u00f3prias m\u00e3os, mesmo que demore, tem outro sabor e outro valor. Vida que segue.<\/p>\n<p>Por falar nisso, precisamos reformar o nosso lugarzinho em Beag\u00e1. E mais uma vez, a hist\u00f3ria se repete. Qualquer dia desses a gente come\u00e7a a trocar o piso, a pintar as paredes. \u00c9 preciso tamb\u00e9m plotar a geladeira. Quando? S\u00f3 Deus \u00e9 quem sabe. Algu\u00e9m se oferece para come\u00e7ar?<\/p>\n<p><strong><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-1110 alignleft\" src=\"https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/2-300x171.png\" alt=\"\" width=\"260\" height=\"148\" srcset=\"https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/2-300x171.png 300w, https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/2-1024x585.png 1024w, https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/2-768x439.png 768w, https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/2.png 1050w\" sizes=\"(max-width: 260px) 100vw, 260px\" \/><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>GISELE BICALHO \u00e9 jornalista e escritora<\/strong><br \/>\n@gisele.bicalho22<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A reforma da casa dos meus pais era um sonho adiado infinitas vezes. Os motivos variavam conforme a \u00e9poca. De dinheiro escasso, \u00e0 falta de planejamento ou at\u00e9 mesmo, \u00e9 preciso confessar, \u00e0 pregui\u00e7a de conviver com a bagun\u00e7a. Qualquer obra, por menor que seja, provoca o caos. E isso n\u00e3o \u00e9 de hoje. Esse adiamento tem at\u00e9 nome. Mam\u00e3e, especialista em nominar o inomin\u00e1vel, apelidava a in\u00e9rcia de \u201cProjeto Urubu\u201d. O apelido pegou. &#8211; Seu pai \u00e9 especialista em Projeto Urubu, Mam\u00e3e reclamava sempre que algu\u00e9m comentava sobre a tal reforma. &#8211; Mas, por que \u201cUrubu\u201d? N\u00e3o temos a menor ideia. Coisas da nossa m\u00e3e. Encerrada a trajet\u00f3ria terrena \u2013 cumprida com louvor, diga-se de passagem \u2013 Mam\u00e3e e Papai vazaram para a Casa de Deus. N\u00f3s continuamos por aqui com m\u00faltiplas tarefas (ou seriam miss\u00f5es?). Uma delas, a reforma da casa tantas vezes adiada. O tempo passou. Ora devagar, ora r\u00e1pido demais, at\u00e9 que Lulu, Gilda e Jacq decidiram: &#8211; Que Projeto Urubu, que nada! J\u00e1 estava passando da hora de botar a m\u00e3o na massa. Economizaram daqui, rasparam o tacho dali, at\u00e9 que as tr\u00eas conseguiram juntar a quantia necess\u00e1ria para a obra (ou obras, porque era coisa demais a se fazer). Afinal 50 anos n\u00e3o s\u00e3o 50 dias. Aconteceu conosco e n\u00e3o foi diferente com a casa. O tempo pesa. E como pesa. Detalhe importante e necess\u00e1rio: tudo poderia ser mexido, menos os azulejos, xod\u00f3 da nossa m\u00e3e. Foram muitos os desafios. M\u00e3o de obra dif\u00edcil e escassa, material de constru\u00e7\u00e3o pela hora da morte. Mas nada que desanimasse as tr\u00eas mosqueteiras. A obra finalmente come\u00e7ou. Um caos. Meses depois, para a felicidade geral da fam\u00edlia, foi conclu\u00edda. Ou quase? Faltava a \u00e1rea externa. Era preciso reformar o piso e dar um jeito na mesa do quintal que andava meio feinha. Com sol e chuva no lombo, o desgaste era evidente. Dessa vez quem ignorou o Projeto Urubu foi o cunhado Jo\u00e3o Cabral. Durante tr\u00eas dias o nosso querido se dedicou a pintar o piso e a envernizar a mesa e o banco. Nem as m\u00e3os em frangalhos e as costas doloridas desanimaram o Jo\u00e3o. Trabalho conclu\u00eddo, palmas para ele. Ficou perfeito. Dito isso, vamos ao momento reflex\u00e3o: &#8211; Por que adiamos o inadi\u00e1vel? Por que postergamos o que n\u00e3o pode ser postergado? Defendo uma tese que talvez voc\u00ea discorde. No meu caso o Projeto Urubu vale para aquilo que n\u00e3o me d\u00e1 prazer. Se a tarefa \u00e9 prazerosa n\u00e3o h\u00e1 porque adi\u00e1-la. Caso contr\u00e1rio, s\u00f3 Jesus na causa.E isso vale para o meu Pai e para os meus irm\u00e3os. Lembro do Beto comentar que na hora de consertar o curral ou a cerca, ele sempre sabia o que tinha sido obra do Papai. O trabalho era t\u00e3o perfeito que arrancar os pregos, soltar as t\u00e1buas, arrancar os mour\u00f5es ou esticar o arame da cerca exigiam horas de sacrif\u00edcio. &#8211; Pai, isso s\u00f3 pode ter sido obra do senhor, n\u00e9? T\u00e1 perfeito demais. Ou seja, fazer o curral ou a cerca era algo que Papai gostava e quando punha m\u00e3os na massa o resultado era a perfei\u00e7\u00e3o. Vivia reformando o lugar. &#8211; T\u00e1 na cara que isso n\u00e3o foi constru\u00eddo pelo Vov\u00f4, dizia o Beto para alegria do Velho Osvaldo. Papai n\u00e3o escondia o orgulho de ver o seu trabalho valorizado. Sorria de orelha a orelha. Hoje, vejo muito do meu pai nos meus irm\u00e3os. Beto e Ricardo, cada um a seu jeito, reproduzem gestos, gostos e atitudes do nosso pai. N\u00f3s, as meninas da \u201cCasa da Sete Mulheres\u201d, temos um pouco da Mam\u00e3e e um pouco do Papai. Somos a mistura dos dois. Proativas, metemos a m\u00e3o na massa e lideramos processos quando necess\u00e1rio. Umas mais, outras menos. No meu caso, confesso, se me d\u00e1 prazer sigo em frente. Caso contr\u00e1rio \u2026 a\u00ed voc\u00ea j\u00e1 sabe. Projeto Urubu na veia. A verdade \u00e9 que somos feitos de v\u00e1rias camadas. Muitas, quase sem querer, carregam as marcas dos nossos pais. H\u00e1 padr\u00f5es que escolhemos repetir com orgulho, e outros que nos empenhamos em transformar. Nessa dan\u00e7a entre heran\u00e7a e escolha, aprendemos li\u00e7\u00f5es valiosas: paci\u00eancia para come\u00e7ar do zero e for\u00e7a de vontade para n\u00e3o desistir no meio do caminho. Porque o que se constr\u00f3i com as pr\u00f3prias m\u00e3os, mesmo que demore, tem outro sabor e outro valor. Vida que segue. Por falar nisso, precisamos reformar o nosso lugarzinho em Beag\u00e1. E mais uma vez, a hist\u00f3ria se repete. Qualquer dia desses a gente come\u00e7a a trocar o piso, a pintar as paredes. \u00c9 preciso tamb\u00e9m plotar a geladeira. Quando? S\u00f3 Deus \u00e9 quem sabe. 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