{"id":652,"date":"2025-05-18T12:14:11","date_gmt":"2025-05-18T15:14:11","guid":{"rendered":"https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/?p=652"},"modified":"2025-05-18T12:18:32","modified_gmt":"2025-05-18T15:18:32","slug":"wanderlino-e-dotado-de-asas-ele-voa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/?p=652","title":{"rendered":"Wanderlino \u00e9 dotado de asas, ele voa"},"content":{"rendered":"\n<p>Por <strong>Alberto Sena<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Por esses dias ouvi uma grava\u00e7\u00e3o do programa da R\u00e1dio Terra, de Montes Claros, intitulado \u201cGente que faz a terra\u201d. Na edi\u00e7\u00e3o referida, o depoimento foi do poeta escritor professor Wanderlino Arruda, rotariano de primeira hora, ex-vereador da C\u00e2mara Municipal.<\/p>\n\n\n\n<p>Achei a ideia do programa muito boa porque se a m\u00eddia montes-clarina n\u00e3o registra o depoimento de pessoas que t\u00eam a mem\u00f3ria da Montes Claros antiga, tudo se perde na voragem do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>As gera\u00e7\u00f5es de hoje e as que ainda vir\u00e3o precisam saber que Montes Claros nem sempre foi assim, revestida de metr\u00f3pole, como foi encontrada por elas. Wanderlino disse bem, e eu que sou do tempo descrito por ele, confirmo tudo.<\/p>\n\n\n\n<p>A cidade, na minha meninice era circunscrita, no rumo Norte, at\u00e9 as imedia\u00e7\u00f5es da Pra\u00e7a de Esportes (e uns dois quil\u00f4metros al\u00e9m, a Vila Ip\u00ea) e Alto S\u00e3o Jo\u00e3o, j\u00e1 retirado; a Leste, ia at\u00e9 o 10\u00b0 Batalh\u00e3o da Pol\u00edcia Militar; a Oeste, chegava \u00e0 Santa Casa; e ao Sul, alcan\u00e7ava o Morrinhos, atr\u00e1s do qual tinha v\u00e1rias \u201ccasas populares\u201d. Entre a Ponte Preta e o Cemit\u00e9rio do Bomfim nada havia al\u00e9m da vegeta\u00e7\u00e3o rasteira do Cerrado e uns poucos casebres.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o objetivo desta minha inser\u00e7\u00e3o \u00e9 para dizer da import\u00e2ncia desse programa na preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria coletiva da cidade. Na certeza de que as pessoas morrem, \u00e9 de bom alvitre sejam ouvidas sobre como era a cidade antes de acontecer essa explos\u00e3o urbana, em menos de meio s\u00e9culo.<\/p>\n\n\n\n<p>Contar como era Montes Claros na d\u00e9cada de 1940, como Wanderlino contou, \u00e9 uma boa pauta para um rep\u00f3rter arguto tentar encontrar pelo menos alguns ind\u00edcios da era dos cassinos. Onde eles eram localizados na cidade? Ser\u00e1 que existe algum im\u00f3vel da \u00e9poca? No m\u00ednimo d\u00e1 uma boa reportagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma ocasi\u00e3o, como lembrou Wanderlino, havia em Montes Claros uma quantidade enorme de zonas bo\u00eamias. Acho que \u201cZ\u00e9 Coco\u201d foi a que mais resistiu.<br>Vinham para a cidade mulheres de v\u00e1rias partes do Pa\u00eds porque o movimento era internacional devido aos cassinos.<\/p>\n\n\n\n<p>Wanderlino, como jornalista que tamb\u00e9m \u00e9, demonstrou ter boa mem\u00f3ria, imprescind\u00edvel para quem \u00e9 rep\u00f3rter. Enquanto ele dizia na grava\u00e7\u00e3o sobre a Montes Claros de ent\u00e3o, tudo ia passando em minha mente como numa fita de cinema.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele foi meu professor de Portugu\u00eas, quando cursei o Cient\u00edfico, na Escola Normal nova, na Avenida Mestra Fininha. Gostava da aula dele, de did\u00e1tica boa. Na \u00e9poca, eu j\u00e1 dava os primeiros passos na carreira de jornalista, como rep\u00f3rter do O Jornal de Montes Claros.<\/p>\n\n\n\n<p>Wanderlino fez o \u201cposf\u00e1cio\u201d do meu segundo livro, Retrato De N\u00f3s Mesmos \u2013 Em Preto e Branco P&amp;B\u201d, lan\u00e7ado em fevereiro, no Centro Cultural de Montes Claros, durante a Festa Nacional do Pequi, e na Livraria Nobel, no Montes Claros Shopping, onde pode ser adquirido. <\/p>\n\n\n\n<p>Ele tem todo o meu respeito pela figura humana que \u00e9. N\u00e3o nasceu em Montes Claros, mas \u00e9 um montes-clarino de corpo e alma, conhece os prim\u00f3rdios desta nossa urbe mais do que muitos nascidos l\u00e1. <\/p>\n\n\n\n<p>O que mais me impressiona nele \u00e9 a sua versatilidade e dinamismo. Wanderlino \u00e9 um esp\u00edrito inquieto no melhor sentido. Na Montes Claros, a partir da d\u00e9cada de 1950, h\u00e1 a participa\u00e7\u00e3o dele em muitos acontecimentos importantes da nossa urbe querida, mormente os de ordem cultural e social \u00e0 frente do Rotary Clube.<\/p>\n\n\n\n<p>Wanderlino possui asas. Ele voa. E tem assento de destaque na hist\u00f3ria de&nbsp;Montes&nbsp;Claros.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Alberto Sena Por esses dias ouvi uma grava\u00e7\u00e3o do programa da R\u00e1dio Terra, de Montes Claros, intitulado \u201cGente que faz a terra\u201d. Na edi\u00e7\u00e3o referida, o depoimento foi do poeta escritor professor Wanderlino Arruda, rotariano de primeira hora, ex-vereador da C\u00e2mara Municipal. Achei a ideia do programa muito boa porque se a m\u00eddia montes-clarina n\u00e3o registra o depoimento de pessoas que t\u00eam a mem\u00f3ria da Montes Claros antiga, tudo se perde na voragem do tempo. As gera\u00e7\u00f5es de hoje e as que ainda vir\u00e3o precisam saber que Montes Claros nem sempre foi assim, revestida de metr\u00f3pole, como foi encontrada por elas. Wanderlino disse bem, e eu que sou do tempo descrito por ele, confirmo tudo. A cidade, na minha meninice era circunscrita, no rumo Norte, at\u00e9 as imedia\u00e7\u00f5es da Pra\u00e7a de Esportes (e uns dois quil\u00f4metros al\u00e9m, a Vila Ip\u00ea) e Alto S\u00e3o Jo\u00e3o, j\u00e1 retirado; a Leste, ia at\u00e9 o 10\u00b0 Batalh\u00e3o da Pol\u00edcia Militar; a Oeste, chegava \u00e0 Santa Casa; e ao Sul, alcan\u00e7ava o Morrinhos, atr\u00e1s do qual tinha v\u00e1rias \u201ccasas populares\u201d. Entre a Ponte Preta e o Cemit\u00e9rio do Bomfim nada havia al\u00e9m da vegeta\u00e7\u00e3o rasteira do Cerrado e uns poucos casebres. Mas o objetivo desta minha inser\u00e7\u00e3o \u00e9 para dizer da import\u00e2ncia desse programa na preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria coletiva da cidade. Na certeza de que as pessoas morrem, \u00e9 de bom alvitre sejam ouvidas sobre como era a cidade antes de acontecer essa explos\u00e3o urbana, em menos de meio s\u00e9culo. Contar como era Montes Claros na d\u00e9cada de 1940, como Wanderlino contou, \u00e9 uma boa pauta para um rep\u00f3rter arguto tentar encontrar pelo menos alguns ind\u00edcios da era dos cassinos. Onde eles eram localizados na cidade? Ser\u00e1 que existe algum im\u00f3vel da \u00e9poca? No m\u00ednimo d\u00e1 uma boa reportagem. Na mesma ocasi\u00e3o, como lembrou Wanderlino, havia em Montes Claros uma quantidade enorme de zonas bo\u00eamias. Acho que \u201cZ\u00e9 Coco\u201d foi a que mais resistiu.Vinham para a cidade mulheres de v\u00e1rias partes do Pa\u00eds porque o movimento era internacional devido aos cassinos. Wanderlino, como jornalista que tamb\u00e9m \u00e9, demonstrou ter boa mem\u00f3ria, imprescind\u00edvel para quem \u00e9 rep\u00f3rter. Enquanto ele dizia na grava\u00e7\u00e3o sobre a Montes Claros de ent\u00e3o, tudo ia passando em minha mente como numa fita de cinema. Ele foi meu professor de Portugu\u00eas, quando cursei o Cient\u00edfico, na Escola Normal nova, na Avenida Mestra Fininha. Gostava da aula dele, de did\u00e1tica boa. Na \u00e9poca, eu j\u00e1 dava os primeiros passos na carreira de jornalista, como rep\u00f3rter do O Jornal de Montes Claros. Wanderlino fez o \u201cposf\u00e1cio\u201d do meu segundo livro, Retrato De N\u00f3s Mesmos \u2013 Em Preto e Branco P&amp;B\u201d, lan\u00e7ado em fevereiro, no Centro Cultural de Montes Claros, durante a Festa Nacional do Pequi, e na Livraria Nobel, no Montes Claros Shopping, onde pode ser adquirido. Ele tem todo o meu respeito pela figura humana que \u00e9. N\u00e3o nasceu em Montes Claros, mas \u00e9 um montes-clarino de corpo e alma, conhece os prim\u00f3rdios desta nossa urbe mais do que muitos nascidos l\u00e1. O que mais me impressiona nele \u00e9 a sua versatilidade e dinamismo. Wanderlino \u00e9 um esp\u00edrito inquieto no melhor sentido. Na Montes Claros, a partir da d\u00e9cada de 1950, h\u00e1 a participa\u00e7\u00e3o dele em muitos acontecimentos importantes da nossa urbe querida, mormente os de ordem cultural e social \u00e0 frente do Rotary Clube. Wanderlino possui asas. Ele voa. 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