{"id":2798,"date":"2026-05-21T09:44:22","date_gmt":"2026-05-21T12:44:22","guid":{"rendered":"https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/?p=2798"},"modified":"2026-05-21T09:44:22","modified_gmt":"2026-05-21T12:44:22","slug":"entre-afeto-e-ciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/?p=2798","title":{"rendered":"Entre afeto e ci\u00eancia"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_2799\" aria-describedby=\"caption-attachment-2799\" style=\"width: 1259px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2799\" src=\"https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/prateek-jaiswal-93RhzdPTCyU-unsplash-1024x684-1-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"1259\" height=\"839\" srcset=\"https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/prateek-jaiswal-93RhzdPTCyU-unsplash-1024x684-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/prateek-jaiswal-93RhzdPTCyU-unsplash-1024x684-1-768x513.jpg 768w, https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/prateek-jaiswal-93RhzdPTCyU-unsplash-1024x684-1-150x100.jpg 150w, https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/prateek-jaiswal-93RhzdPTCyU-unsplash-1024x684-1-330x220.jpg 330w, https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/prateek-jaiswal-93RhzdPTCyU-unsplash-1024x684-1-420x280.jpg 420w, https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/prateek-jaiswal-93RhzdPTCyU-unsplash-1024x684-1-510x340.jpg 510w\" sizes=\"(max-width: 1259px) 100vw, 1259px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2799\" class=\"wp-caption-text\">O cl\u00e1ssico arroz com feij\u00e3o \u00e9 uma das comidas preferidas dos brasileiros. Foto de PRATEEK JAISWAL na Unsplash<\/figcaption><\/figure>\n<p>O IBGE confirma: 76% dos brasileiros comem arroz todos os dias. Numa conta r\u00e1pida, cada um de n\u00f3s carrega 34 kg desse gr\u00e3o ao longo do ano. Juntos, somamos 7,26 milh\u00f5es de toneladas, um oceano branco capaz de encher 3.450 piscinas ol\u00edmpicas.<\/p>\n<p>Mas n\u00fameros n\u00e3o d\u00e3o conta do que o arroz realmente significa. Caldeir\u00e3o de afeto e tradi\u00e7\u00e3o, cada colherada guarda recortes de mem\u00f3rias de inf\u00e2ncia, rotinas apressadas, encontros familiares e festas memor\u00e1veis. O arroz atravessa casas, mesas e gera\u00e7\u00f5es como um fio silencioso, unindo o Brasil de ponta a ponta n\u00e3o apenas como alimento, mas como s\u00edmbolo de pertencimento.<br \/>\nNa minha fam\u00edlia n\u00e3o \u00e9 diferente. O arroz \u00e9 pr\u00e1tico, gostoso, vers\u00e1til e cheio de mem\u00f3rias. Acompanha quase tudo. Se sobra, vira bolinho ou mexid\u00e3o; se o desejo \u00e9 por sobremesa, logo vem \u00e0 cabe\u00e7a o arroz doce sapecado da Vov\u00f3 Cocota. Nos almo\u00e7os de s\u00e1bado, o arroz com su\u00e3 \u00e9 de lei. E o l\u00e1 de casa \u00e9 bem diferent\u00e3o. Ganha o colorido dos piment\u00f5es, dos tomates e das cenouras. Tudo bem picadinho. Mas por que legumes se na receita original n\u00e3o tem? Uai, \u00e9 pra trazer mais sabor e dar um arzinho de festa.<\/p>\n<p>Nos almo\u00e7os de domingo e nos anivers\u00e1rios, quando tem arroz de forno a festa t\u00e1 garantida. Na receita original Vov\u00f3 Cocota acrescentava camar\u00e3o seco de latinha. H\u00e1 anos procuro por essa iguaria. Mas, recentemente, um feirante do Mercado Central de Beag\u00e1 me contou que faz tempo que a empresa deixou de envasar o produto. Portanto, para minha tristeza, o camar\u00e3o de latinha n\u00e3o existe mais. Nem por isso, o nosso arroz de forno perdeu o brilho.<\/p>\n<p>No fim de ano, o arroz se veste de esperan\u00e7a e ganha a companhia da lentilha. Dizem que atrai fortuna. Vai que, n\u00e9? Mas essa op\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 regra. Esse prato pode vir pra mesa tamb\u00e9m com o toque natalino das nozes e das passas.<\/p>\n<p>E quanto ao arroz com feij\u00e3o nosso de cada dia? Ahhh, esse continua imbat\u00edvel. Pelo menos na nossa casa, \u00e9 o preferido de dez entre dez Bicalho Resende.<\/p>\n<p>Por falar em tradi\u00e7\u00e3o, Papai tinha um h\u00e1bito que sempre me encantou. Bastava que um de n\u00f3s come\u00e7asse a refogar o arroz na gordura de porco com alho, para que ele se juntasse a n\u00f3s com uma x\u00edcara na m\u00e3o. O arroz estalando \u2013 sim, o arroz grita hist\u00e9rico quando est\u00e1 torrado -, alho e sal para temperar, \u00e1gua quente para completar. Essa era a deixa. Papai enchia a x\u00edcara com aquele caldo grosso, carregado de amido, e degustava cada gole como se fosse iguaria rara. Talvez fosse mesmo. Eu nunca provei. At\u00e9 hoje experimento de leve enquanto cozinho. Qualquer dia desses me aventuro nessa descoberta gastron\u00f4mica. Vai vendo.<\/p>\n<p>Voltando \u00e0s muitas facetas do arroz, reitero: esse gr\u00e3o \u00e9 capaz de se reinventar em cada prato. J\u00e1 citei o mexido. De quando o arroz se mistura ao feij\u00e3o e \u00e0s sobras do dia anterior transformando simplicidade em aconchego. O arroz com ovo molinho ganha ares de inf\u00e2ncia. Lembra almo\u00e7o r\u00e1pido e cheio de afeto. J\u00e1 no risoto de maracuj\u00e1, o preferido do Jo\u00e3o Guilherme, se veste de sofistica\u00e7\u00e3o, mostrando que tamb\u00e9m sabe ser ousado e delicado. E como se n\u00e3o bastasse, tem o arroz que atravessa fronteiras e chega at\u00e9 n\u00f3s em forma de gohan, influ\u00eancia asi\u00e1tica que conquistou espa\u00e7o na mesa brasileira. Por enquanto, ainda n\u00e3o nos arriscamos a preparar em casa; o consumo segue restrito aos restaurantes.<\/p>\n<p>E como nesse filme n\u00e3o tem s\u00f3 mocinho, o arroz tamb\u00e9m carrega um lado vil\u00e3o. A ci\u00eancia revelou que o excesso do gr\u00e3o n\u00e3o \u00e9 recomendado para quem convive com o diabetes. Na minha fam\u00edlia, infelizmente, o \u00edndice glic\u00eamico alto \u00e9 presen\u00e7a constante. E por isso, entre o arroz soltinho que alegra a mesa e o cuidado com a sa\u00fade, aprendemos a equilibrar tradi\u00e7\u00e3o e ci\u00eancia, lembran\u00e7a e responsabilidade.<\/p>\n<p>O arroz, afinal, \u00e9 mais que gr\u00e3o: \u00e9 s\u00edmbolo. Atravessa gera\u00e7\u00f5es, mesas e culturas, carregando mem\u00f3rias de fam\u00edlia, sabores de inf\u00e2ncia e at\u00e9 alertas da ci\u00eancia. \u00c9 o arroz doce que ado\u00e7a lembran\u00e7as, o gohan que nos conecta \u00e0 \u00c1sia, o mexido mineiro e o bolinho que traduzem aconchego, e tamb\u00e9m o estudo que nos lembra dos cuidados necess\u00e1rios \u00e0 sa\u00fade. Entre o barulhinho da colher na panela e os gr\u00e1ficos de \u00edndices glic\u00eamicos, o arroz nos ensina que somos feitos de tradi\u00e7\u00e3o e de escolhas. Ele \u00e9 heran\u00e7a, identidade e presen\u00e7a, um fio invis\u00edvel que nos une \u00e0 mesa e \u00e0 vida.<\/p>\n<figure id=\"attachment_2467\" aria-describedby=\"caption-attachment-2467\" style=\"width: 919px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-2467\" src=\"https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Gisele-Bicalho-1-e1772286112888-300x140.png\" alt=\"\" width=\"919\" height=\"429\" srcset=\"https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Gisele-Bicalho-1-e1772286112888-300x140.png 300w, https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Gisele-Bicalho-1-e1772286112888-768x359.png 768w, https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Gisele-Bicalho-1-e1772286112888.png 994w\" sizes=\"(max-width: 919px) 100vw, 919px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2467\" class=\"wp-caption-text\">Gisele Bicalho \u00e9 jornalista e escritora<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O IBGE confirma: 76% dos brasileiros comem arroz todos os dias. Numa conta r\u00e1pida, cada um de n\u00f3s carrega 34 kg desse gr\u00e3o ao longo do ano. Juntos, somamos 7,26 milh\u00f5es de toneladas, um oceano branco capaz de encher 3.450 piscinas ol\u00edmpicas. Mas n\u00fameros n\u00e3o d\u00e3o conta do que o arroz realmente significa. Caldeir\u00e3o de afeto e tradi\u00e7\u00e3o, cada colherada guarda recortes de mem\u00f3rias de inf\u00e2ncia, rotinas apressadas, encontros familiares e festas memor\u00e1veis. O arroz atravessa casas, mesas e gera\u00e7\u00f5es como um fio silencioso, unindo o Brasil de ponta a ponta n\u00e3o apenas como alimento, mas como s\u00edmbolo de pertencimento. Na minha fam\u00edlia n\u00e3o \u00e9 diferente. O arroz \u00e9 pr\u00e1tico, gostoso, vers\u00e1til e cheio de mem\u00f3rias. Acompanha quase tudo. Se sobra, vira bolinho ou mexid\u00e3o; se o desejo \u00e9 por sobremesa, logo vem \u00e0 cabe\u00e7a o arroz doce sapecado da Vov\u00f3 Cocota. Nos almo\u00e7os de s\u00e1bado, o arroz com su\u00e3 \u00e9 de lei. E o l\u00e1 de casa \u00e9 bem diferent\u00e3o. Ganha o colorido dos piment\u00f5es, dos tomates e das cenouras. Tudo bem picadinho. Mas por que legumes se na receita original n\u00e3o tem? Uai, \u00e9 pra trazer mais sabor e dar um arzinho de festa. Nos almo\u00e7os de domingo e nos anivers\u00e1rios, quando tem arroz de forno a festa t\u00e1 garantida. Na receita original Vov\u00f3 Cocota acrescentava camar\u00e3o seco de latinha. H\u00e1 anos procuro por essa iguaria. Mas, recentemente, um feirante do Mercado Central de Beag\u00e1 me contou que faz tempo que a empresa deixou de envasar o produto. Portanto, para minha tristeza, o camar\u00e3o de latinha n\u00e3o existe mais. Nem por isso, o nosso arroz de forno perdeu o brilho. No fim de ano, o arroz se veste de esperan\u00e7a e ganha a companhia da lentilha. Dizem que atrai fortuna. Vai que, n\u00e9? Mas essa op\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 regra. Esse prato pode vir pra mesa tamb\u00e9m com o toque natalino das nozes e das passas. E quanto ao arroz com feij\u00e3o nosso de cada dia? Ahhh, esse continua imbat\u00edvel. Pelo menos na nossa casa, \u00e9 o preferido de dez entre dez Bicalho Resende. Por falar em tradi\u00e7\u00e3o, Papai tinha um h\u00e1bito que sempre me encantou. Bastava que um de n\u00f3s come\u00e7asse a refogar o arroz na gordura de porco com alho, para que ele se juntasse a n\u00f3s com uma x\u00edcara na m\u00e3o. O arroz estalando \u2013 sim, o arroz grita hist\u00e9rico quando est\u00e1 torrado -, alho e sal para temperar, \u00e1gua quente para completar. Essa era a deixa. Papai enchia a x\u00edcara com aquele caldo grosso, carregado de amido, e degustava cada gole como se fosse iguaria rara. Talvez fosse mesmo. Eu nunca provei. At\u00e9 hoje experimento de leve enquanto cozinho. Qualquer dia desses me aventuro nessa descoberta gastron\u00f4mica. Vai vendo. Voltando \u00e0s muitas facetas do arroz, reitero: esse gr\u00e3o \u00e9 capaz de se reinventar em cada prato. J\u00e1 citei o mexido. De quando o arroz se mistura ao feij\u00e3o e \u00e0s sobras do dia anterior transformando simplicidade em aconchego. O arroz com ovo molinho ganha ares de inf\u00e2ncia. Lembra almo\u00e7o r\u00e1pido e cheio de afeto. J\u00e1 no risoto de maracuj\u00e1, o preferido do Jo\u00e3o Guilherme, se veste de sofistica\u00e7\u00e3o, mostrando que tamb\u00e9m sabe ser ousado e delicado. E como se n\u00e3o bastasse, tem o arroz que atravessa fronteiras e chega at\u00e9 n\u00f3s em forma de gohan, influ\u00eancia asi\u00e1tica que conquistou espa\u00e7o na mesa brasileira. Por enquanto, ainda n\u00e3o nos arriscamos a preparar em casa; o consumo segue restrito aos restaurantes. E como nesse filme n\u00e3o tem s\u00f3 mocinho, o arroz tamb\u00e9m carrega um lado vil\u00e3o. A ci\u00eancia revelou que o excesso do gr\u00e3o n\u00e3o \u00e9 recomendado para quem convive com o diabetes. Na minha fam\u00edlia, infelizmente, o \u00edndice glic\u00eamico alto \u00e9 presen\u00e7a constante. E por isso, entre o arroz soltinho que alegra a mesa e o cuidado com a sa\u00fade, aprendemos a equilibrar tradi\u00e7\u00e3o e ci\u00eancia, lembran\u00e7a e responsabilidade. O arroz, afinal, \u00e9 mais que gr\u00e3o: \u00e9 s\u00edmbolo. Atravessa gera\u00e7\u00f5es, mesas e culturas, carregando mem\u00f3rias de fam\u00edlia, sabores de inf\u00e2ncia e at\u00e9 alertas da ci\u00eancia. \u00c9 o arroz doce que ado\u00e7a lembran\u00e7as, o gohan que nos conecta \u00e0 \u00c1sia, o mexido mineiro e o bolinho que traduzem aconchego, e tamb\u00e9m o estudo que nos lembra dos cuidados necess\u00e1rios \u00e0 sa\u00fade. Entre o barulhinho da colher na panela e os gr\u00e1ficos de \u00edndices glic\u00eamicos, o arroz nos ensina que somos feitos de tradi\u00e7\u00e3o e de escolhas. Ele \u00e9 heran\u00e7a, identidade e presen\u00e7a, um fio invis\u00edvel que nos une \u00e0 mesa e \u00e0 vida.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2467,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[167],"tags":[293],"class_list":["post-2798","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-gisele-bicalho","tag-comportamento"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2798","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2798"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2798\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2800,"href":"https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2798\/revisions\/2800"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2467"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2798"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2798"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2798"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}