{"id":1303,"date":"2025-08-29T20:01:04","date_gmt":"2025-08-29T23:01:04","guid":{"rendered":"https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/?p=1303"},"modified":"2025-09-05T14:31:59","modified_gmt":"2025-09-05T17:31:59","slug":"ovo-de-vilao-a-mocinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/?p=1303","title":{"rendered":"Ovo: de vil\u00e3o a mocinho"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_1304\" aria-describedby=\"caption-attachment-1304\" style=\"width: 615px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1304\" src=\"https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Gemini_Generated_Image_jeqyemjeqyemjeqy-1024x559-1-300x164.png\" alt=\"\" width=\"615\" height=\"336\" srcset=\"https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Gemini_Generated_Image_jeqyemjeqyemjeqy-1024x559-1-300x164.png 300w, https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Gemini_Generated_Image_jeqyemjeqyemjeqy-1024x559-1-768x419.png 768w, https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Gemini_Generated_Image_jeqyemjeqyemjeqy-1024x559-1.png 1024w\" sizes=\"(max-width: 615px) 100vw, 615px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1304\" class=\"wp-caption-text\">Antes vil\u00e3o, ovo consegue recuperar prest\u00edgio e \u00e9 hoje o queridinho da vez<\/figcaption><\/figure>\n<p>Durante anos, fomos assombrados pelos perigos do ovo. O coitado era tratado como o vil\u00e3o das dietas, o Darth Vader do caf\u00e9 da manh\u00e3, o suposto assassino das art\u00e9rias. Essa (quase) senten\u00e7a de morte perdurou por muito tempo. Nos anos 80 e 90 todos os dedos apontavam para o colesterol escondido na gema. Hoje se sabe que essa fama mascarava o verdadeiro culpado: o combo formado por sedentarismo, gordura saturada e fast food. S\u00f3 recentemente o pobre ovo foi inocentado. De vil\u00e3o, virou protagonista. Por aqui, na humilde resid\u00eancia dos Bicalho Resende, o consumo \u00e9 alt\u00edssimo. Na hora das compras junto vai uma recomenda\u00e7\u00e3o expressa, quase uma amea\u00e7a:<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o se esque\u00e7a dos ovos, heim! Compre duas cartelas de 30. A daqui de casa acabou e a de Beag\u00e1 tamb\u00e9m est\u00e1 quase no fim.<\/p>\n<p>E ai de quem voltar de m\u00e3os abanando. N\u00e3o h\u00e1 justificativa.<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o comprei porque o pre\u00e7o estava pela hora da morte.<\/p>\n<p>&#8211; Isso l\u00e1 \u00e9 desculpa? Voc\u00ea poderia ter aberto m\u00e3o do arroz, do feij\u00e3o, do caf\u00e9 \u2026 Do ovo, jamais! Onde j\u00e1 se viu!?<br \/>\nH\u00e1 quem, sem no\u00e7\u00e3o do perigo, diga que n\u00e3o comprou porque ovo demais faz mal para a sa\u00fade. Nesse caso, o risco de come\u00e7ar uma guerra (ou seria uma situa\u00e7\u00e3o \u201cbeliscosa\u201d?) \u00e9 grande.<\/p>\n<p>&#8211; Quem disse? Isso s\u00f3 pode ser coisa do Tik Tok.<br \/>\nAli\u00e1s, por falar no Tik Tok, nem por l\u00e1 h\u00e1 consenso sobre o ovo. A corrente do contra vive em conflito com quem defende a iguaria com unhas e dentes.<br \/>\nE se algu\u00e9m reclama do consumo alto, a resposta j\u00e1 est\u00e1 na ponta da l\u00edngua:<\/p>\n<p>&#8211; Isso \u00e9 coisa da Gisele. Gasta o pente todo com essa mania de fazer bolos. A Denise tamb\u00e9m n\u00e3o fica atr\u00e1s. Vive fazendo biscoitos.Na verdade, uso de tr\u00eas a quatro ovos por bolo. A exce\u00e7\u00e3o fica por conta da receita de p\u00e3o de l\u00f3 da Mam\u00e3e. Nesse caso, l\u00e1 se v\u00e3o seis unidades. Quanto \u00e0 Denise, nem s\u00e3o tantos assim.Mas deixando a intriga familiar de lado, confesso que quanto ao amor pelo ovo, permane\u00e7o estrategicamente no meio termo. Gosto de ovo, sim, s\u00f3 que n\u00e3o sou \u201cov\u00f3latra\u201d. Quanto \u00e0 fam\u00edlia, a forma de consumir a iguaria difere. No caf\u00e9 da manh\u00e3, h\u00e1 quem prefira omelete. \u00c9 o caso da Gilda e da Denise. O Beto gosta do cozido. Dois ou tr\u00eas. Sempre com gema dura. Papai tamb\u00e9m amava ovo a qualquer momento do dia. S\u00f3 que gostava dele com a gema bem molinha, daquelas boas pra chuchar o p\u00e3o. Fecho com o Velho Osvaldo. Gema cremosa \u00e9 mesmo uma del\u00edcia. Mas o ponto \u00e9 dif\u00edcil. Como para tudo nessa vida, h\u00e1 regras.Essas regras t\u00eam tudo a ver com o tempo de cozimento dos ovos e este, por sua vez, com o ponto que voc\u00ea deseja alcan\u00e7ar. Cada minuto faz diferen\u00e7a. Com at\u00e9 cinco minutos em \u00e1gua fervente, a clara fica firme e a gema permanece l\u00edquida, escorrendo. Se a prefer\u00eancia for por uma gema cremosa, aumente o tempo para sete minutos: o resultado ser\u00e1 uma gema mais firme nas bordas e cremosa no centro. Esse \u00e9 o famoso ovo mollet. J\u00e1 para atingir o ponto de gema firme, deixe o ovo na \u00e1gua por at\u00e9 dez minutos. A clara e a gema estar\u00e3o totalmente cozidas, mas ainda com textura macia. Agora, se voc\u00ea se distrair no celular e deixar por doze minutos\u2026 esque\u00e7a. A gema vai ficar seca, farinhenta, pode at\u00e9 esverdear. Deus me livre e guarde.<\/p>\n<p>Ovos cozidos \u00e0 parte, h\u00e1 quem os prefira mexidos. \u00c9 o caso de um dos meus sobrinhos. Mas tem que ser o da Tia Lulu, igualzinho ao que ela serve no Bella &amp; R\u00f4. No fim das contas, o ovo mexido vira objeto de desejo da fam\u00edlia inteira. E o que era pra ser s\u00f3 um caf\u00e9 da manh\u00e3 vira um verdadeiro evento, repetido religiosamente duas vezes ao ano: nas f\u00e9rias de julho e no feriado de Natal. \u00c9 quando nossa fam\u00edlia grande e barulhenta se encontra, entre risadas, abra\u00e7os e disputas at\u00e9 a \u00faltima colherada da iguaria.<\/p>\n<p>Fico aqui pensando: o ovo \u00e9 mesmo um alimento vers\u00e1til. Vai bem tanto na cozinha salgada quanto na confeitaria. E isso n\u00e3o \u00e9 de hoje. Os doces conventuais est\u00e3o por a\u00ed, firmes e fortes, s\u00f3 pra n\u00e3o deixar d\u00favidas. Ouvi algu\u00e9m dizer \u201cpastel de Bel\u00e9m\u201d? Adoro. O ber\u00e7o dessa iguaria foram os conventos portugueses, e ela nasceu de uma verdadeira li\u00e7\u00e3o de sustentabilidade e economia: as freiras usavam apenas as claras para engomar os h\u00e1bitos. E, para n\u00e3o desperdi\u00e7ar as gemas, o que seria um pecado culin\u00e1rio, criaram uma infinidade de doces, como ovos moles, p\u00e3o de l\u00f3, toucinho do c\u00e9u, barrigas de freira e muitos outros.<\/p>\n<p>Hoje, livre da ditadura das nutris, o ovo vive sua reden\u00e7\u00e3o. Est\u00e1 em todas as mesas, em todas as dietas, em todas as marmitas fitness. Virou queridinho, estrela de brunch, protagonista de receitas gourmet. Se pudesse, o ovo teria um perfil no Instagram com fotos em \u00e2ngulos perfeitos e legendas como \u201c#prote\u00edna #vidasaud\u00e1vel #gostosomesmo\u201d.<\/p>\n<p>E a gema? Ah, a gema agora brilha com orgulho. N\u00e3o mais rejeitada, ela \u00e9 celebrada por seus antioxidantes, suas vitaminas e sua capacidade de deixar qualquer p\u00e3o com ovo com gosto de abra\u00e7o de v\u00f3 e chamego de m\u00e3e.<\/p>\n<div class=\"newsx-post-content\">\n<p><strong><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-1110 alignleft\" src=\"https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/2-300x171.png\" sizes=\"(max-width: 260px) 100vw, 260px\" srcset=\"https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/2-300x171.png 300w, https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/2-1024x585.png 1024w, https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/2-768x439.png 768w, https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/2.png 1050w\" alt=\"\" width=\"260\" height=\"148\" \/><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>GISELE BICALHO \u00e9 jornalista e escritora<\/strong><br \/>\n@gisele.bicalho22<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante anos, fomos assombrados pelos perigos do ovo. O coitado era tratado como o vil\u00e3o das dietas, o Darth Vader do caf\u00e9 da manh\u00e3, o suposto assassino das art\u00e9rias. Essa (quase) senten\u00e7a de morte perdurou por muito tempo. Nos anos 80 e 90 todos os dedos apontavam para o colesterol escondido na gema. Hoje se sabe que essa fama mascarava o verdadeiro culpado: o combo formado por sedentarismo, gordura saturada e fast food. S\u00f3 recentemente o pobre ovo foi inocentado. De vil\u00e3o, virou protagonista. Por aqui, na humilde resid\u00eancia dos Bicalho Resende, o consumo \u00e9 alt\u00edssimo. Na hora das compras junto vai uma recomenda\u00e7\u00e3o expressa, quase uma amea\u00e7a: &#8211; N\u00e3o se esque\u00e7a dos ovos, heim! Compre duas cartelas de 30. A daqui de casa acabou e a de Beag\u00e1 tamb\u00e9m est\u00e1 quase no fim. E ai de quem voltar de m\u00e3os abanando. N\u00e3o h\u00e1 justificativa. &#8211; N\u00e3o comprei porque o pre\u00e7o estava pela hora da morte. &#8211; Isso l\u00e1 \u00e9 desculpa? Voc\u00ea poderia ter aberto m\u00e3o do arroz, do feij\u00e3o, do caf\u00e9 \u2026 Do ovo, jamais! Onde j\u00e1 se viu!? H\u00e1 quem, sem no\u00e7\u00e3o do perigo, diga que n\u00e3o comprou porque ovo demais faz mal para a sa\u00fade. Nesse caso, o risco de come\u00e7ar uma guerra (ou seria uma situa\u00e7\u00e3o \u201cbeliscosa\u201d?) \u00e9 grande. &#8211; Quem disse? Isso s\u00f3 pode ser coisa do Tik Tok. Ali\u00e1s, por falar no Tik Tok, nem por l\u00e1 h\u00e1 consenso sobre o ovo. A corrente do contra vive em conflito com quem defende a iguaria com unhas e dentes. E se algu\u00e9m reclama do consumo alto, a resposta j\u00e1 est\u00e1 na ponta da l\u00edngua: &#8211; Isso \u00e9 coisa da Gisele. Gasta o pente todo com essa mania de fazer bolos. A Denise tamb\u00e9m n\u00e3o fica atr\u00e1s. Vive fazendo biscoitos.Na verdade, uso de tr\u00eas a quatro ovos por bolo. A exce\u00e7\u00e3o fica por conta da receita de p\u00e3o de l\u00f3 da Mam\u00e3e. Nesse caso, l\u00e1 se v\u00e3o seis unidades. Quanto \u00e0 Denise, nem s\u00e3o tantos assim.Mas deixando a intriga familiar de lado, confesso que quanto ao amor pelo ovo, permane\u00e7o estrategicamente no meio termo. Gosto de ovo, sim, s\u00f3 que n\u00e3o sou \u201cov\u00f3latra\u201d. Quanto \u00e0 fam\u00edlia, a forma de consumir a iguaria difere. No caf\u00e9 da manh\u00e3, h\u00e1 quem prefira omelete. \u00c9 o caso da Gilda e da Denise. O Beto gosta do cozido. Dois ou tr\u00eas. Sempre com gema dura. Papai tamb\u00e9m amava ovo a qualquer momento do dia. S\u00f3 que gostava dele com a gema bem molinha, daquelas boas pra chuchar o p\u00e3o. Fecho com o Velho Osvaldo. Gema cremosa \u00e9 mesmo uma del\u00edcia. Mas o ponto \u00e9 dif\u00edcil. Como para tudo nessa vida, h\u00e1 regras.Essas regras t\u00eam tudo a ver com o tempo de cozimento dos ovos e este, por sua vez, com o ponto que voc\u00ea deseja alcan\u00e7ar. Cada minuto faz diferen\u00e7a. Com at\u00e9 cinco minutos em \u00e1gua fervente, a clara fica firme e a gema permanece l\u00edquida, escorrendo. Se a prefer\u00eancia for por uma gema cremosa, aumente o tempo para sete minutos: o resultado ser\u00e1 uma gema mais firme nas bordas e cremosa no centro. Esse \u00e9 o famoso ovo mollet. J\u00e1 para atingir o ponto de gema firme, deixe o ovo na \u00e1gua por at\u00e9 dez minutos. A clara e a gema estar\u00e3o totalmente cozidas, mas ainda com textura macia. Agora, se voc\u00ea se distrair no celular e deixar por doze minutos\u2026 esque\u00e7a. A gema vai ficar seca, farinhenta, pode at\u00e9 esverdear. Deus me livre e guarde. Ovos cozidos \u00e0 parte, h\u00e1 quem os prefira mexidos. \u00c9 o caso de um dos meus sobrinhos. Mas tem que ser o da Tia Lulu, igualzinho ao que ela serve no Bella &amp; R\u00f4. No fim das contas, o ovo mexido vira objeto de desejo da fam\u00edlia inteira. E o que era pra ser s\u00f3 um caf\u00e9 da manh\u00e3 vira um verdadeiro evento, repetido religiosamente duas vezes ao ano: nas f\u00e9rias de julho e no feriado de Natal. \u00c9 quando nossa fam\u00edlia grande e barulhenta se encontra, entre risadas, abra\u00e7os e disputas at\u00e9 a \u00faltima colherada da iguaria. Fico aqui pensando: o ovo \u00e9 mesmo um alimento vers\u00e1til. Vai bem tanto na cozinha salgada quanto na confeitaria. E isso n\u00e3o \u00e9 de hoje. Os doces conventuais est\u00e3o por a\u00ed, firmes e fortes, s\u00f3 pra n\u00e3o deixar d\u00favidas. Ouvi algu\u00e9m dizer \u201cpastel de Bel\u00e9m\u201d? Adoro. O ber\u00e7o dessa iguaria foram os conventos portugueses, e ela nasceu de uma verdadeira li\u00e7\u00e3o de sustentabilidade e economia: as freiras usavam apenas as claras para engomar os h\u00e1bitos. E, para n\u00e3o desperdi\u00e7ar as gemas, o que seria um pecado culin\u00e1rio, criaram uma infinidade de doces, como ovos moles, p\u00e3o de l\u00f3, toucinho do c\u00e9u, barrigas de freira e muitos outros. Hoje, livre da ditadura das nutris, o ovo vive sua reden\u00e7\u00e3o. Est\u00e1 em todas as mesas, em todas as dietas, em todas as marmitas fitness. Virou queridinho, estrela de brunch, protagonista de receitas gourmet. Se pudesse, o ovo teria um perfil no Instagram com fotos em \u00e2ngulos perfeitos e legendas como \u201c#prote\u00edna #vidasaud\u00e1vel #gostosomesmo\u201d. E a gema? Ah, a gema agora brilha com orgulho. N\u00e3o mais rejeitada, ela \u00e9 celebrada por seus antioxidantes, suas vitaminas e sua capacidade de deixar qualquer p\u00e3o com ovo com gosto de abra\u00e7o de v\u00f3 e chamego de m\u00e3e. &nbsp; GISELE BICALHO \u00e9 jornalista e escritora @gisele.bicalho22<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1109,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[167,50],"tags":[293,294],"class_list":["post-1303","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-gisele-bicalho","category-tendencias","tag-comportamento","tag-cotidiano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1303","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1303"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1303\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1305,"href":"https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1303\/revisions\/1305"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1109"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1303"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1303"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/portalgrandenorte.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1303"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}